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Abdome VERSUS Barriga

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Alguns temas sobre o aspecto cirúrgico dos procedimentos ou outro enfoque da especialidade que necessitam de um pouquinho mais de informação.

Preparamos os textos para você ler e compreender melhor as propostas cirúrgicas.

Para quem gosta do assunto ou está interessado é uma Boa Leitura.

BOA LEITURA!

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A “leitura” é um momento único onde janelas se abrem para o “conhecimento”. É prazeroso descobrir o que é, por que, como… Ler é sentir, é saber.

Abdome VERSUS Barriga

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A palavra abdome significa para a maioria das pessoas nos dias atuais uma “parede abdominal” lisa, definida e com hipertrofia da musculatura dos retos abdominais; aparência esta relacionada ao famoso “tanquinho”, que normalmente é conseguida à custa de muitos exercícios abdominais e dieta, além de uma genética propícia.

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Com isso a palavra barriga ficou relegada às outras situações estéticas do abdome, ou seja, abaulamento, flacidez, distensão, gordura, ptose e avental. Essas alterações em geral são adquiridas após gravidez, sedentarismo, obesidade, certas patologias, problemas de postura, alimentação inadequada, bebida alcóolica, etc.

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O abdome faz parte do tronco e situa-se inferiormente ao tórax. A parede abdominal tem grande importância anatômica. É composta pela pele, hipoderme, aponeurose dos músculos, peritônio que protegem sua cavidade, onde se encontram o epíplon e órgãos como o fígado, baço, os intestinos etc. Curiosamente, a gordura abdominal também pode ser uma fonte de reserva bastante útil para os corredores de longa distância.

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A desarmonia estética e funcional da barriga acontece pelos fatores já mencionados e se explica pelo desequilíbrio na relação conteúdo (cavidade abdominal) e continente (parede abdominal).

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Os músculos envolvidos são os retos abdominais, transverso e oblíquo; mas a abdominoplastia só atua sobre a aponeurose dos retos abdominais com a plicatura.

bl3-8 Quando o individuo tem excedente de epíplon, ou gordura visceral instalada, este conteúdo maior fará com que a parede abdominal se distenda e caia podendo chegar à formação de avental.

 Por outro lado uma distensão abdominal poderá ocorrer à custa de uma gravidez, sem excedente de gordura e nesta relação resultar apenas excesso da parede como um todo; além de consequente fraqueza da aponeurose dos retos do abdome. Como resultado uma distensão visível relativa ao biótipo do individuo. Está flacidez poderá ser em todo abdome, ou somente infra umbilical ou supra umbilical.

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A altura de implantação natural do umbigo é outro fator importante na avaliação para abdominoplastia; pois o excesso de pele existente sobre o umbigo deverá permitir que esta pele possa descer até a região pubiana após o descolamento, tração do retalho e ressecção do excesso de pele inferiormente.

Existem dois tipos básicos de abdominoplastia: a abdominoplastia clássica onde a incisão passa sobre o púbis, indo de uma crista ilíaca à outra e a abdominoplastia invertida ou reversa, cuja incisão é superior no abdome na linha do sulco inframamário.

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Na cirurgia de abdome é necessário fazer- se um descolamento amplo com plicatura da aponeurose, reposicionamento do umbigo e retirada dos retalhos dermogordurosos inferiormente. Alerta-se que em algumas situações a linha de sutura consegue coincidir com uma cicatriz de cesareana antiga, devido a limitações anatômicas impostas pelo próprio caso. A extensão da cicatriz de uma abdominoplastia é proporcional ao abdome do indivíduo e inerente ao próprio procedimento.