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ABDOMINOPLASTIA – ABDOME AGUDO

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45 anos, pré-operatório estava apta para cirurgia, foi operada de abdominoplastia; contudo, após 15 dias começou apresentar febrícula, muita dor, distensão e posição antálgica que obrigava a encolher a perna direita.

Ao exame retalho abdominal viável, linha de sutura íntegra, sem secreção, mas doloroso à palpação e com sinal de Blumberg positivo (descompressão dolorosa à palpação).

Internou-se imediatamente a paciente e solicitou-se rotina de exames laboratoriais, raio-x simples de abdome e ultrassom.

Evidenciou-se no hemograma alteração com desvio para esquerda, leucocitose. Radiografia do abdome com imagem densa, e com nível líquido no ceco. O diagnóstico provável foi de Apendicite aguda.

De certa forma foi um alívio para a equipe de cirurgiões plásticos; pois, estavam tensos pensando que pudesse ter havido algum tipo de perfuração inadvertida de alça intestinal durante a plicatura, que causaria infecção grave intra-abdominal.

O caso foi então encaminhado ao cirurgião geral que realizou junto com a cirurgia plástica a laparotomia e apendicectomia.  A própria cicatriz da abdominoplastia serviu para o acesso cirúrgico da laparotomia, no seu 1/3 lateral direito e com descolamento apenas para acesso na fossa ilíaca direita, para tratamento cirúrgico do apêndice cecal que não estava supurado.

A paciente evoluiu bem e sem intercorrências ou complicações e a abdominoplastia não foi comprometida.

Alertamos para a valorização das queixas dos pacientes, pronto atendimento, procurar fazer o diagnostico precoce, compartilhar com outras especialidades, internação se necessário, pois estas coincidências indesejáveis são possíveis de acontecer.

A radiografia simples e a ultrassonografia são importantíssimas no diagnóstico do caso; no entanto, o método inicial de eleição na investigação da dor na fossa ilíaca direita, utilizando-se, sobretudo a técnica de Puylaert, que apresenta sensibilidade entre 80 a 90% e especificidade entre 95 a 100%%. O apêndice cecal não compressível, com diâmetro acima de 6mm ou espessura da parede muscular maior que 3mm é considerado anormal (Fig. 2). Outros sinais como massa complexa, espessamento do epíplon ou, até mesmo, coleções associadas facilitam ainda mais este diagnóstico.