Portal da Cirurgia Plástica - BG Cirurgua Plástica
Avenida Olegário Maciel, 414 / 303 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
21 2493-8206 -- 21 98555-3344

DEISCÊNCIA

in2
INTERCORRÊNCIAS
de1
DEISCÊNCIA
de2

Chamamos o paciente de leigo pelo fato do desconhecimento científico da medicina dos fenômenos que são muitos e acontecem em nosso corpo. Quando se realiza uma cirurgia, do seu inicio até todo o pós-operatório e mais um tempinho a mais, o corpo se manifesta com suas células para reparação natural daquela injúria. O paciente só se importa e se surpreende quantos pontos foram dados. No caso de descência é importante o conhecimento da “cicatrização” que é o processo no qual o corpo se manifestou para restabelecer a perda da solução de continuidade feita mecanicamente pela sutura. A descência é um outro fenômeno no qual essa cicatrização não está acontecendo, é uma intercorrência, é uma complicação da cirurgia que deve ser prontamente combatida e tratada.

de3

Importante também saber que em uma cirurgia o ato incisional, corte ou abertura cutânea intencional feito pelo bisturi resultará no que denominamos ferida operatória. As incisões cirúrgicas são visíveis na pele (epiderme), mas sua profundidade avança no mínimo pelas três camadas cutâneas, mas podem ainda seguir pelas estruturas das cavidades internas e pelas estruturas dos órgãos internos. No geral todos os tecidos seccionados são suturados a fim de que haja a cicatrização com maior facilidade. Quando tratamos de uma incisão cirúrgica estamos na verdade tratando da parte externa de um ferimento importante que dá acesso a vasos e estruturas significativas do corpo.

de4

Na medicina chamamos de DEISCÊNCIA a abertura espontânea de suturas cirúrgicas. É uma separação das bordas dos tecidos que foram unidos por pontos, que ocorre durante o período pós-operatório.

A deiscência geralmente ocorre nos primeiros dias de pós-operatório. Na maior parte das vezes a complicação só se torna clinicamente óbvia entre o 5º. e o 10º dia, quando, após a retirada dos pontos, a pele se abre espontaneamente como um “zíper”. A evisceração é precedida pela eliminação de secreção serosanguinolenta. É comum observa-se ausência de processo inflamatório típico nas bordas da incisão nas cicatrizações normais.

de5

Deiscência de sutura é uma complicação particularmente grave, não acontece só em cirurgias que envolvem a pele, mas podem acontecer em suturas de anastomoses intestinais, articulações, etc. Ela pode ser parcial em toda a sua extensão ou total.

Causas prováveis da falha de cicatrização e abertura da sutura: Infecção, hematoma, desnutrição, idade avançada, uremia, diabetes, uso de corticóides, suturas apertadas, frouxas, tosse e vômitos incoercíveis; rejeição de pontos, alergia ao fio de sutura, falta de obediência às orientações médicas como dirigir automóvel, retorno a exercícios físicos ou domésticos precoce, carregar animais, crianças ou sacolas pesadas, outros.

de6

seta O paciente deverá entrar em contato imediatamente com o seu médico, relatar o caso e se dirigir ao local que lhe for indicado para as medidas de tratamento.

seta O paciente deverá contatar o seu médico para intercorrências que venham acontecendo, febre, aumento de volumes na cirurgia, sangramentos, secreções, inchaços, vermelhidão, arroxeamento, etc.

seta Diagnóstico precoce e controle médico responsável, informando ao paciente e familiar das condutas que o caso requer.

seta Reconduzir imediatamente o paciente para sala operatória, a fim de proceder a ressutura e as medidas de maiores interesses e necessárias.

seta Manter o paciente clinicamente estável e iniciar todas as medidas preventivas contra infecção, controle da glicose etc,

seta Proceder cirurgicamente de acordo com as técnicas adequadas para esta eventualidade

de7

A deiscência é um evento muito desagradável quando ocorre. Nós cirurgiões da BG já nos defrontamos com esta eventualidade; a primeira coisa que fazemos é um questionamento com nós mesmo do que e por que está acontecendo tal fenômeno. Pois, sempre conduzimos as nossas cirurgias com os princípios de assepsia, antissepsia, esterilização, programação cirúrgica adequada com solicitação de exames, risco cirúrgicos, anamnese cuidadosa, hospital responsável e anestesia e anestesista competente.

de8

Faz parte da nossa rotina cirúrgica uma boa programação de tática e técnica cirúrgica. Sabemos que existem certos pontos críticos de suturas como a confluência das cicatrizes de redução de mama no cruzamento das linhas vertical e horizontal.

Sabemos também que pele sofrida de estrias múltiplas é um fator predisponente; existem ainda os pontos críticos do abdome bem na linha média e os pontos de bloqueios nas ritidoplastias. Nestas cirurgias sempre tracionamos e fazemos os movimentos de rotação de maneira suave para que não fique tenso demais ou flácido, pois este não é o objetivo destas cirurgias.

Sabemos também que a integridade microcirculação periférica nestes locais é um fator de suma importância, assim os fumantes, diabéticos tipo ll mesmos controlados podem ser pacientes susceptíveis.

de9

A extrusão de pontos ou rejeição dos mesmos constitui um outro fator a ser observado. No geral, estamos sempre presente com o paciente, fazendo os curativos, cobertura com antibiótico, assumindo controle total da situação e, tão logo possível a ressutura. Ficamos em estado de alerta constante para o não desenvolvimento de outras eventualidades indesejáveis.