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ARTIGOS


SÍMBOLO DA MEDICINA: Asclépio, Esculapio ou Hermes. Quem?


O valor de um símbolo não está em seu desenho, mas no que ele representa.


Dois símbolos têm sido usados ultimamente em conexão com a medicina: o símbolo de Asclépio, representado por um bastão tosco com uma serpente em volta e o símbolo de Hermes que consiste em um bastão mais bem trabalhado, com duas serpentes dispostas em espirais ascendentes, simétricas e opostas, e com duas asas na sua extremidade superior.


Grécia atual



Grécia antiga


Ambos os símbolos têm sua origem na mitologia grega; o de Asclépio, deus da medicina, é o símbolo da tradição médica; o de Hermes, deus do comércio, dos viajantes e das estradas, foi introduzido tardiamente na simbologia médica.

 

Caduceu, em latim, é a tradução do grego kherykeion, bastão dos arautos, que servia de salvo-conduto, conferindo imunidade ao seu portador quando em missão de paz. O primitivo caduceu não tinha asas na extremidade superior, as quais foram acrescentadas posteriormente.

 

O Caduceu era o cedro de Hermes, uma haste onde se entrelaçam duas serpentes e simboliza a moral evolutiva do homem. A serpente à direita representa a vida livre, sem regras. Já à esquerda representa a vida regrada, contida.



HERMES
Pintura Clássica de Tiépolo
 (1696-1770)

Hermes tinha a capacidade de deslocar-se com a velocidade do pensamento e por isso tornou-se o mensageiro dos deuses do Olimpo e o deus dos viajantes e das estradas. Como o comércio na antiguidade era do tipo ambulante e se fazia especialmente através dos viajantes, Hermes foi consagrado como o deus do comércio. Outra tarefa a ele atribuída foi a de transportar os mortos à sua morada subterrânea.

Na mitologia grega, Asclépio é filho de Apolo e da ninfa Coronis. Foi criado pelo centauro Quiron que lhe ensinou o uso de plantas medicinais. Tornou-se um médico famoso e, segundo a lenda, além de curar os doentes que o procuravam, passou a ressuscitar os que ele já encontrava mortos, ultrapassando os limites da medicina. Foi por isso fulminado com um raio por Zeus. Após a sua morte, foi cultuado como deus da medicina, tanto na Grécia, como no Império Romano.


(Berlim Pergamon Museum – Asklepio)


PAUSA PARA UMA CURIOSIDADE ATUAL

 
Rômulo & Remo – Rubens - 1615-1616


  Ruínas do Germanum, no monte Palatino, onde foi encontrada a gruta

CONTINUANDO SOBRE O SÍMBOLO DA MEDICINA

 


 
Rômulo & Remo – Roma antiga

Arqueólogos romanos descobriram a gruta onde, segundo a lenda, os gêmeos que fundaram Roma teriam sido amamentados pela loba. Todos os anos, no dia 15 de fevereiro, acontecia uma festa no local. O lugar se parece com uma caverna. A gruta de dimensões imponentes, 9 metros de diâmetro por 7 metros de altura, tem paredes decoradas com conchas e afrescos geométricos. No centro, uma grande pintura, uma águia branca sobre um fundo de céu azul. Descoberta em novembro passado, essa sala subterrânea que fica no coração do Germanum, a parte mais sagrada do monte Palatino, no centro de Roma, lembra os hipogeus egípcios que serviam de última residência para os nobres. Porém, não é um monumento funerário. Ao contrário. De acordo com os arqueólogos que a encontraram – encabeçados pelo professor Giorgio Croci – é a Lupercal, a gruta mítica onde os gêmeos Rômulo e Remo teriam sido amamentados por uma loba. A localização do sítio, sob o palácio de Augusto – que se proclamava o novo Rômulo –, coincide com um local de culto mencionado por Denis de Halicarnasso, historiador grego do século I antes de Cristo. Para o arqueólogo Andrea Carandini, a identificação dessa caverna com a Lupercal mencionada pelo autor antigo não dá margem a dúvidas. A águia branca pintada sobre um fundo de céu azul é o símbolo imperial. Prova de que o imperador incorporara a seu palácio esse lugar altamente simbólico da história romana.

A descoberta, em novembro de 2007, da lendária gruta de Rômulo e Remo nos faz mergulhar na história fantástica da origem da mais importante cidade da Antigüidade. E, por inacreditável que pareça, ao menos o sítio lendário tornou-se realidade.

 

Em várias esculturas procedentes de templos de Asclépio greco-romanos, o deus da medicina é sempre representado segurando um bastão com uma serpente em volta, o qual se tornou o símbolo da medicina. Asclépio para os gregos e Esculápio para os romanos. As serpentes circulavam livremente no templo de Asclépio e eram

consideradas benéficas aos pacientes. Quando uma peste atacou Roma em 293 a.c, os romanos buscaram uma dessas cobras e quando a epidemia declinou acreditaram que o animal representava  o poder desse Deus.

 

Outras interpretações atribuídas ao símbolo: o bastão pode simbolizar: árvore da vida, com o seu ciclo de morte e renascimento; símbolo do poder, como o cetro dos reis; símbolo da magia, como a vara de Moisés; apoio para as caminhadas, como o cajado dos pastores. Já a serpente: símbolo do bem e do mal, portanto, da saúde e da doença; símbolo do poder de rejuvenescimento, pela troca periódica da pele; símbolo da sagacidade; ser ctônico, que estabelece a comunicação entre o mundo subterrâneo e a superfície da Terra; elo entre o mundo visível e o invisível. As serpentes não venenosas (Elaphe longissima) eram preservadas nos lares e templos da Grécia não só por seu significado místico como pelo seu fim utilitário, já que devoravam os ratos.



Com a conquista da Grécia pelos romanos, estes assimilaram os deuses da mitologia grega, trocando-lhes os nomes: Asclépio passou a chamar-se Esculapio e Hermes, Mercúrio.


Segundo os filólogos, a denominação de Mercúrio dada a Hermes pelos romanos provém de merx, mercadoria, negócio. O metal hydrárgyros dos gregos passou a chamar-se mercúrio por sua mobilidade, que o torna escorregadio e de difícil preensão. O planeta Mercúrio, por sua vez, deve seu nome ao fato de ser o mais veloz do sistema planetário.

 



Bastão de Asclépio

A serpente tem duas curvaturas à esquerda e uma à direita

As organizações médicas civis de caráter profissional e de âmbito nacional de vários países possuem emblema com serpente e adotam em sua grande maioria o símbolo de Asclépio.

No Brasil, prevalece no meio médico o símbolo de Asclépio. A Associação Médica Brasileira, assim como as sociedades estaduais a ela filiadas que possuem emblema com a serpente, utilizam o símbolo correto do deus da medicina


Bastão de Hermes

Símbolo da Contabilidade

O caduceu é de longa data, o símbolo do comércio e dos viajantes, sendo por isso utilizado em emblemas de associações comerciais, escolas de comércio, escritórios de contabilidade e estações de estradas de ferro.

 

 Hermes, na mitologia grega, é considerado um deus desonesto e trapaceiro, astuto e mentiroso, deidade do lucro e protetor dos ladrões. Seu primeiro ato, logo após o seu nascimento, foi roubar parte do gado de seu irmão Apolo, negando a autoria do furto. Foi preciso a intervenção de Zeus, que o obrigou a confessar o roubo. Para se reconciliar com Apolo, Hermes presenteou-o com a lira, que havia inventado, esticando sobre o casco de uma tartaruga, cordas fabricadas com tripas de boi. Inventou a seguir a flauta que também deu de presente a Apolo. Apolo, em retribuição, deu-lhe o caduceu.  



 


 

 



 
 

Dr. Benedito Soares Vieira (CRM 52-46579-2 RJ)
Dr. George Luís Pereira Soares (CRM 52-42103-3 RJ)
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