Portal da Cirurgia Plástica - BG Cirurgua Plástica
Avenida Olegário Maciel, 414 / 303 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
21 2493-8206 -- 21 98555-3344

EMBOLIA

in2

INTERCORRÊNCIAS

de1
EMBOLIA

emb1

 O QUE É?

É denominada embolia ou embolismo a obstrução de um vaso (seja ele venoso, arterial ou linfático) pelo deslocamento de um êmbolo até o local da obstrução, que pode ser um coágulo (denominando-se então tromboembolia), tecido adiposo (embolia gordurosa), ar (embolia gasosa) ou um corpo estranho (como embolias iatrogênicas por pontas de cateter).

emb2

A obstrução do vaso pode levar a complicações mais evidentes a jusante, no caso de embolias em artérias ou a montante, no caso de acometimento de veias ou vasos linfáticos.

emb3

 A da presença de coágulos (êmbolos) originados de outro local da circulação, geralmente do coração. embolia arterial aguda é uma das causas de obstrução súbita e total do fluxo sanguíneo em uma artéria, como consequência

Êmbolo origina-se diretamente do grego. Embole, em grego expressa a “ação de lançar, de arremessar em” e êmbolo tem o sentido de cunha, tampão.

O termo embolia foi introduzido no vocabulário médico por Virchow em seus trabalhos publicados entre 1846 a 1853, para caracterizar a oclusão de uma artéria por um coágulo que se desprende do seu local de origem e é lançado na circulação sanguínea. Os trabalhos de Virchow sobre o assunto foram reunidos em seu livro “Thrombose und Embolie”, editado em 1856.

Como a embolia pode ser causada por outro material que se introduz na corrente sanguínea, criou-se o termo tromboembolia para especificar que se trata de um coágulo sanguíneo.

emb4

Trombo é a forma vernácula da palavra grega thrómbos, que significa coágulo.

emb5

Os termos embolismo e tromboembolismo são variantes de embolia e tromboembolia.

 

ATENÇÃO

emb7

Quando os Doutores BG perguntam na anamnese sobre trombose ou tempo que o paciente ficou sentado nas últimas 24 horas, é justamente para prevenir a existência ou formação de trombo. Uma pessoa quando fica sentada por várias horas, o que acontece muito em viagens longas, as veias das pernas ficam mais inchadas pela estase, ficam cheias de sangue, a circulação fica mais lenta; além do sentido antigravitacional ter que fazer um esforço maior para circular o sangue para cima. Daí a razão de evitar-se a realização de cirurgias nas primeiras 24 a 48 horas após viagens longas feitas pelo paciente. A estase venosa faz com que mais células sanguíneas se agrupem e se depositem nas paredes dos vasos podendo formar trombos e quando de repente a pessoa se levanta e começa a andar a circulação volta à sua velocidade normal e então aquele agrupamento de células, “o trombo”, cairá na corrente sanguínea e irá obstruir vasos mais adiante. O embolo pode também ser originado a partir de placas de ateroma desinseridos da parede do vaso por n-motivos e cair na circulação e fazer o que já foi descrito. Existe ainda o trombo gorduroso passível de ocorrência em lipoaspirações e lipoenxertias e também os iatrogênicos. Os êmbolos são liberados para a circulação de forma aleatória, podendo atingir virtualmente qualquer órgão do corpo humano. Entretanto, os membros inferiores são os locais atingidos com maior frequência. Dependendo do órgão afetado, do tempo de evolução do quadro clínico, da rapidez do tratamento e das doenças associadas, a situação pode variar da recuperação total da função até a perda do órgão ou mesmo ao óbito.

FATORES PREDISPONENTES NA FORMAÇÃO DO COÁGULO

emb8

A causa da coagulação do sangue nas veias pode não ser identificável. Mas, fique de olho nestes fatores:

  • Procedimentos Cirúrgicos: todo médico que está envolvido com CIRURGIA tem que ter conhecimento deste evento, saber conduzir seu tratamento e, principalmente, como prevenir sua ocorrência. Cirurgias associadas de grande porte necessitam de cuidados preventivos e atenção especial.
  • Repouso prolongado no leito ou inatividade, como no caso de permanência prolongada na posição sentada em viagens de mais de seis horas por carro, avião. Candidatos a cirurgias nesta situação devem adiar a operação por prazo médio de 48 horas. Alerta-se que durante a viagem o paciente deve ingerir bastante líquido e evitar a inatividade, fazendo caminhadas se possível e movimentando as pernas e pés.
  • Obesidade: pacientes obesos podem apresentar maior propensão e devem ser bem avaliados clinicamente pelo cardiologista, que poderá indicar uma série de medidas profiláticas para serem seguidas pelo anestesiologista e cirurgião no pré-operatório, durante a cirurgia e após.
  • Outros fatores correlacionados: história pregressa de tromboembolismo familiar ou do próprio paciente, acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, fratura do quadril ou da perna; pacientes que têm tendência ao aumento da coagulação do sangue, como ocorre em certos cânceres, com o uso de contraceptivos orais ou na deficiência hereditária de um inibidor da coagulação sanguínea; também na menopausa, devido à terapia de reposição hormonal.

SINTOMATOLOGIA E PRECAUÇÃO

O diagnóstico precoce da embolia arterial e a avaliação por um cirurgião vascular são de suma importância; pois, o tempo de evolução do quadro até o início do tratamento contam de forma inversamente proporcional para o sucesso do tratamento e rapidez na recuperação.

emb9

A grande maioria dos casos de embolia arterial envolve os membros inferiores.

 

emb10 O aparecimento de um quadro súbito de dor, esfriamento, dormência, dificuldade de movimentação ou mesmo anestesia de parte ou de todo o membro de um paciente portador de alguma doença cardíaca como: arritmias, infarto do miocárdio e doenças das válvulas cardíacas e sem qualquer queixa prévia em relação aos membros inferiores, deve alertar para a possibilidade de um quadro de embolia arterial aguda.

Os pulmões são outros órgãos de choque importantes para as embolias e suas consequências podem gerar complicações de gravidades variáveis no pós-operatório de cirurgias. Seus sintomas podem ser identificados por tosse, dor torácica e dispneia no pós-operatório em pacientes submetidos a cirurgias de maior porte e acamados. Casos de embolia pulmonar maciça podem levar ao óbito. Por isso, se houver suspeita de embolia deve-se proceder à investigação clínica e radiológica cuidadosa, tratamento e internação hospitalar.

emb11

O importante é saber que pode acontecer em qualquer cirurgia; por este motivo deve-se estar sempre alerta e prevenir-se com o diagnostico precoce dos pacientes que fazem parte deste grupo de risco como os já mencionados. Fazer uma boa anamnese investigativa, para detectarem-se os níveis de pressão arterial, história de cardiopatias, tromboembolia pregressa etc. Não devemos nos deixar levar pela pressa e ansiedade que alguns pacientes têm em realizar uma cirurgia em algumas situações de risco. Solicitar os exames pré-operatórios e risco cirúrgico do cardiologista.

A programação cirúrgica no paciente do grupo de risco deve evitar cirurgias associadas de longa duração. Preparar esquema preventivo com administração de medicação anticoagulante, uso de meias elásticas e compressão intermitente nos membros inferiores durante a intervenção, boa hidratação e deambulação precoce. Ainda anestesia segura e monitorização e controle no pós-operatório. Não custa nada solicitar um teste de gravidez, pois, as grávidas fazem parte deste grupo de risco e muitas mulheres não sabem se estão ou não grávidas quando procuram o cirurgião plástico – É verdade!

emb11

É fundamental que o tratamento do tromboembolismo seja individualizado. Existem atualmente várias modalidades terapêuticas disponíveis que não são indicadas para todos os casos. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico e a conduta conservadora ou observacional pode muitas vezes ser de grande benefício a certos subgrupos de pacientes.

O tratamento padrão quando identificado e localizado trombo arterial consiste na remoção cirúrgica dos coágulos através da introdução de um cateter-balão até o local onde a artéria está afetada.

O paciente deverá ser tratado no hospital, onde a avaliação clínica seriada permite determinar a eficiência do tratamento proposto. Além disso, a possibilidade de realização de cirurgia e o uso de medicamentos que interferem no processo de coagulação global do paciente são fatores que indicam a necessidade da internação hospitalar.

PREVENÇÃO

emb12

Nós da BG, que realizamos cirurgias plásticas consideradas eletivas na maioria, seguimos todas as orientações necessárias de uso de medicamentos chamados anticoagulantes e fibrinolíticos, caso sejam indicados pelo especialista em casos específico, conforme tabela de avaliação de risco tromboembólico durante anamnese e programação cirúrgica. Estes medicamentos devem ser usados com prudência e precisam de controle clínico cuidadoso no seguimento do tratamento; pois, oferecem o risco maior de sangramento. Portanto, sempre é necessário avaliar seus riscos e benefícios antes de sua utilização.

emb13

Algumas medidas preventivas já se tornaram rotineiras nas cirurgias da BG: solicitação de exames de sangue entre os quais lipidograma e colesterolemia, coagulograma, avaliação de obesidade, pois, lipoaspiração não é indicação de emagrecimento, limitação do volume de gordura lipoaspirada segundo CFM; uso de anticoagulante no trans e pós-operatório, uso de meia antitrombo para evitar estase venosa nos membros inferiores e o compressor pneumático para manter a velocidade do fluxo constante, além do andar ou caminhar precoce.