Portal da Cirurgia Plástica - BG Cirurgua Plástica
Avenida Olegário Maciel, 414 / 303 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
21 2493-8206 -- 21 98555-3344

HÉRNIA INGUINAL UMBILICAL

gravura1

foto1

hernia

35 anos, ♂, deseja de correção de hérnia inguinal e umbilical com associação de lipoaspiração abdominal no mesmo tempo cirúrgico.

Hérnia: é uma solução de continuidade que acontece em determinadas fáscias denotando um enfraquecimento de parede e passagem de estruturas por este caminho.

Hérnia Inguinal: As hérnias inguinais são aquelas que ocorrem na região da virilha, é a mais comum das hérnias abdominais e acontece com mais frequência nos homens. Recebem a denominação de hérnia direta quando são decorrentes de fraqueza da parede do canal inguinal, e são mais comuns em pessoas mais velhas e que se submetem a um grande esforço abdominal (profissionais do esporte, tosse crônica, constipação, obesidade).  As hérnias inguinais indiretas ocorrem devido a uma falha congênita da região inguinal, e por isso são mais comuns em crianças e adultos jovens.

Hérnia umbilical: Corresponde a uma fraqueza da parede abdominal na região umbilical, podendo estar presente desde o nascimento ou se desenvolver ao longo da vida.

Atenção: a hérnia umbilical ocorre devido a uma fraqueza do tecido próximo à cicatriz umbilical, levando a passagem de gordura ou alça intestinal da cavidade abdominal para a hérnia. Pode ocorrer tanto em homens como em mulheres. Com frequência ocorre em mulheres após a gestação.

Lipoaspiração: Este procedimento cirúrgico é empregado com a finalidade de melhorar e remodelar o contorno corporal através da remoção de gordura depositada em diversas regiões do corpo. É feito com cânulas especiais conectadas a um aparelho que as aspira sob pressão negativa. Sua principal indicação é para a aspiração de gordura localizada resistente aos exercícios físicos e dietas, mas não deve ser usado como técnica de emagrecimento.

BG CONDUTA

I – Exame de imagem elucidativo: ressonância magnética ou tomografia da parede abdominal.

II – As avaliações das hérnias estavam dentro de um grau de baixa complexidade e risco.

III – O tratamento das hérnias é cirúrgico e é feito pelo cirurgião geral. Apesar da formação cirúrgica do cirurgião plástico ter como pré-requisito a cirurgia geral, os cirurgiões plásticos da BG preferem que este procedimento seja executado pelo especialista da área

IV – Chamamos a atenção para o fato de que o principal substrato de trabalho do cirurgião plástico é a pele, e outros como a glândula mamária, o nariz e aponeuroses também são abordados. Quando trabalhamos na abdominoplastia há de considerar que abaixo da aponeurose dos retos está a cavidade abdominal e suas vísceras, algumas com alto teor de contaminação; portanto, o descolamento do retalho abdominal deve ser cuidadoso assim com a plicatura da aponeurose

V – Seriam dois procedimentos diferenciados a trabalhar na parede abdominal neste caso: a cirurgia geral reforçando e reconstruindo a parede abdominal e a lipoaspiração atuando na camada hipodérmica da pele, mais precisamente na camada de gordura subfacial

VI – Como se tratava de duas áreas de fraqueza de parede abdominal e havendo risco de perfuração ou contaminação, nos da BG optamos por contraindicar a associação destes procedimentos na mesma cirurgia. Preferimos que estas intervenções sejam feitas em etapas diferentes, dando-se prioridade à correção das hérnias em primeiro tempo.

VII – Temos que valorizar o fato de que a resposta metabólica ao trauma na lipoaspiração desencadeia muitos fenômenos fisiológicos de resposta ao trauma, com o sequestro de líquidos e acúmulo de edema, que poderão ser fatores de complicações.

VIII – O particular que se faz é que o Cirurgião Geral está devidamente qualificado para atuar na cavidade abdominal séptica ou asséptica. E nós Cirurgiões Plásticos devemos nos ater ao campo da Cirurgia Plástica em si, uma vez que seguimos para outro campo de atuação. Não podemos colocar a parede abdominal em risco, como a infecção.