A atriz
brasileira Arlette Pinheiro Esteves da Silva é descendente de portugueses
e italianos. O nome Fernanda foi escolhido ainda na adolescência por ter,
segundo ela, uma sonoridade que remete aos personagens dos romances de Balzac
ou Proust. Montenegro veio de um médico homeopata que não chegou
a conhecer, mas que era amigo da família e tido como operador de verdadeiros
"milagres."
Já
pensou! A Grande Dama do Teatro Brasileiro fazendo uma plástica; atriz
de primeira grandeza que convence qualquer um, que pode interpretar qualquer personagem:
homem, mulher, jovem, até uma criança... No seu caso, todos os sentidos
convergem para todos os sentimentos, ouvindo ou vendo as suas interpretações.
Façamos
de conta, como se um de seus personagens fosse fazer uma cirurgia plástica
em uma peça, na qual deixaria a mercê de um cirurgião plástico
o que lhe indicaria operar. Quanta ousadia, não é?
Acreditamos
que apesar da indicação cirúrgica ser uma prerrogativa do
cirurgião, ela deve ser bem discutida e aceita pelo paciente, conforme
seu desejo pessoal. Muitos pacientes chegam ao consultório achando que
"Nós" cirurgiões temos o poder para impor faça
isto ou aquilo e dizem: vocês que são os profissionais, falem o que
devo operar. Ou então, mostram fotos de anos atrás e pedem para
ficar igualzinho. Ainda há os que desejam se parecer com um certo artista
ou modelo. Isto é uma coisa que se vê em filmes de ficção;
mas, não é assim que as coisas acontecem na cirurgia plástica
real.
A importância
da consulta médica está justamente neste ponto, a relação
médico-paciente, quando se esclarecem dúvidas e os limites do possível.
O bom profissional avaliará as queixas, se é possível realizar
o desejo particular e dentro de um conceito ético e cirúrgico traçar
o plano cirúrgico adequado.
Há
um tempo atrás cirurgia plástica era coisa de rico ou de artistas,
seja pelo poder econômico e vida social ou pela exigência do seu público,
respectivamente. Era assim que muitos justificavam o seu intento. Ficava de fora
deste contexto a cirurgia reparadora, de grande cunho social. Mas, atualmente
a cirurgia plástica é uma só e se popularizou, com mais informação
e acessibilidade. A maior expectativa de vida da população, o desejo
de se manter bem e inserido no mercado de trabalho, manter a auto-estima elevada,
tudo isto ajudou no aumento do número de cirurgias realizadas. Aceitar
as agruras que o tempo impõe ao nosso corpo pode ser uma arte; mas significa
para "alguns" a busca de melhorar uma aparência melhor com cirurgia
plástica. A globalização trouxe várias exigências
ao ser humano e apesar de parecer bobagem, tem adquirido enorme importância
neste mundo competitivo: ser belo e ser jovem pode contar como ponto positivo
e até decisivo numa entrevista para emprego. Este conceito frequentemente
passado pela mídia se traduziu no culto ao corpo; mas, pode ter consequências
sérias se for exagerado. Ser belo e jovem a todo custo, através
de malhação exaustiva, dietas drásticas e cirurgia plástica
sem ética costuma levar a complicações e problemas sérios.
É quando a cirurgia plástica deixa de ser Medicina e passa a ser
tendência, o que não aceitamos. Aí está o perigo. Quer
ver só? Muitas mulheres desejam a cirurgia de face igual à da Madonna;
os lábios da Angelina Jolie, mas se esquecem de que cada pessoa é
um universo particular; nem sempre o que fica bonito em uma pessoa ficará
na outra. O silicone mamário e as lipoaspirações disparam
nas estatísticas de cirurgias plásticas. O Brasil só perde
para os Estados Unidos em números de procedimentos realizados; mas, vemos
a interferência de profissionais fora da especialidade realizando estes
procedimentos, o que é um verdadeiro desastre. Pura cobiça irresponsável.
Voltando
ao assunto da atriz. Qual das duas faria uma cirurgia plástica: Arlette
ou Fernanda? Pelo que sentimos: Nenhuma. A Fernanda interpretaria um papel em
uma novela, filme ou no teatro, usaria todos os recursos de maquiagem, cenografia
e, nos convenceria de que fizera a plástica. E ainda se apresentaria e
nos convenceria com o antes e o depois, sem photoshop. Já, a Arlette com
dois tês: nem pensar, está no seu íntimo a passagem natural
do tempo.
Nós
da BG trabalhamos com cirurgia plástica estética e reparadora. Amamos
a nossa profissão e respeitamos muito aqueles que não desejam fazer
uma cirurgia plástica; pois, estes têm tolerância consigo mesmos
e são felizes desse modo. Mas, inversamente, não consideramos nada
agradáveis pessoas radicais e contrárias à nossa especialidade,
que até em muitas ocasiões acompanham nossos pacientes e os deixam
inseguros com suas críticas, desrespeitando seus desejos e perturbando
todo um trabalho sério e profissional.
Quando
você pensar em fazer uma cirurgia plástica avalie bem o que deseja
fazer e escolha um bom profissional da especialidade. Nem todo aquele que vai
ao consultório tem que realizar necessariamente uma cirurgia plástica.
Há casos puramente desnecessários e outros nos quais aquilo que
parece feio, bonito é. Da mesma forma, aquele que não quer não
faz, mas pelo menos deixem em paz aqueles que querem fazer.
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A todos enamorados. Viver Junto: Clique 2 vezes na imagem. |
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