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RETOCOLITE ULCERATIVA PRÓTESE MAMA

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22 anos, obesidade na adolescência, pesando 85 kg, e que emagreceu muito e ficou muito flácida. Informa que no curso de dois anos perdeu mais ou menos 30 kg. Deseja levantar e aumentar as mamas e fazer lipoaspiração de gorduras localizadas no abdome. Durante o período do vestibular adquiriu retocolite ulcerativa, que culminou com anemia. Faz uso de noripurum venoso quando está em crise SIC, por ordem médica. Tem o conhecimento de controlar o hematócrito constantemente; mas, reconhece que não segue as orientações médicas como deveria. Refere diarreia frequente com mais de cinco idas ao banheiro diariamente, inclusive non período noturno e anemia crônica.

Retocolite ulcerativa inespecífica é uma das moléstias inflamatórias que acometem o intestino. Seus sintomas são semelhantes aos de outras moléstias do aparelho digestivo. Não se conhece a causa da retocolite ulcerativa, mas fatores genéticos e autoimunes estão envolvidos no seu aparecimento. Os principais sintomas são sangramento e diarreia com cólicas, sangue, muco e, eventualmente, com pus se houver infecção. As crises de diarreia são persistentes, ocorrem durante o dia e também à noite e de madrugada. Depois das refeições, o reflexo para evacuar é intenso. (Dr. Drauzio Varella)

A inflamação da retocolite ulcerativa inespecífica é superficial, crônica e exuberante. Atinge exclusivamente a mucosa que reveste o intestino grosso e provoca lesões contínuas nas áreas em que se manifesta. A extensão e as características das lesões determinam a gravidade do quadro.

BG CONDUTAS                                                                                                                                        

I -Diante da história clínica apresentada alertamos que somente a cirurgia mamária deveria ser programada e, que a lipoaspiração, mesmo isolada, poderia trazer consequências prejudiciais à sua saúde, devido às perdas sanguíneas, além da anemia em curso constituir um agravante a ser considerado.

II – Solicitamos o acompanhamento hematológico, clínico, gastroenterologista e compartilhamento dos familiares, pai e mãe, durante todo o processo pré, trans e pós-operatório da paciente.

III – Solicitação de Exames laboratoriais: o resultado do hemograma revelou e comprovou a suspeita de anemia ferropriva com Hcto = 29,7% e Hb = 9g/dl e ferro sérico = 15 mcg/dl, com microcitose.

IV -Parecer ao hematologista: este instituiu tratamento mais agressivo de reposição de ferro, acompanhamento laboratorial e solicitou um tempo entre dois a três meses para liberá-la para a cirurgia proposta de mama.

V – Parecer e acompanhamento conjunto de um gastroenterologista. Este solicitou colonoscopia e exames laboratoriais para controle e prognóstico. O PCR estava muito elevado e a colonoscopia revelou sinais inflamatórios intestinais com pólipos evidentes. Instituiu tratamento com predinisona 20mg, mesacol 1200 mg e posterior reavaliação clínica para comparar resultados evolutivos de exames laboratoriais.

VI – O risco cirúrgico foi liberado somente após liberação dos especialistas envolvidos e com os parâmetros laboratoriais dentro da normalidade, com desaparecimento dos sintomas e controle da diarreia. O Hcto subiu para 38,8%, Hb = 12g/dl ferritina = 260,7 ng/ml e redução significativa do PCR. Cardiorrespiratório apto.

VII – A equipe de anestesista estava ciente e conduziu o caso em estado de alerta e sob orientações dos especialistas do caso em questão.

VIII – CIRURGIA PROPOSTA & REALIZADA: Colocação de próteses de silicone mamário com mastopexia vertical com pós-operatório acompanhado pelos médicos hematologistas e gastroenterologista.

IX – Paciente recebeu alta médica pela cirurgia plástica e continuou o tratamentos com os dois especialistas citados.